“Como és bela, minha amada, como és bela!”

“Como és bela, minha amada, como és bela!”

(Ct 1,15)

 

            Neste mês de maio toda a Igreja Católica no Brasil reverencia a Virgem Maria e contempla, extasiada, seu esplendor de beleza, pois sabe que Ela brilha não com luz própria, mas refletindo a luz do seu Filho Jesus.

E de onde ela tira o esplendor de sua beleza? Ela mesma nos responde: “… porque Ele viu a pequenez de sua serva…”. A Virgem é bela porque se reconhece um nada diante de Deus. O fulgurar de sua beleza está profundamente radicado em uma existência singela. Ao cantar o Magnificat, Ela reconhece que a magnificência pertence a Deus e não a Ela, porque “o seu Nome é Santo”.

Cantar a beleza de Maria é desejar que a nossa vida cristã se conforme aos passos de Jesus sobre a terra. Pois o fulgurar da Virgem Mãe espelha a beleza da Cruz do Filho, que, de forma velada, pois, a princípio, não há beleza no sofrimento e na dor, resplandeceu o encanto da salvação. Encanto este que só os olhos mais apaixonados puderam e podem ver. E estes são os olhos de Maria: apaixonados por Deus e pela humanidade!

 

 

 

 

Pe. Max Celestino Sales de Almeida

Pároco