“Fui, lavei-me e recobrei a vista”

(Jo 9,11)

Este versículo, o título desta pequena reflexão, está inserido no relato da cura do cego de nascença. O objetivo desta cura, o próprio texto nos explica, é “para que nele sejam manifestadas as obras de Deus” (Jo 9,3).

Da piscina de Siloé, durante a festa judaica das Tendas, se tirava a água, que era o símbolo das bênçãos messiânicas. Quando Jesus, sem utilizar esta água, cura o homem cego, Ele está demonstrando que Ele é a bênção messiânica enviada pelo Pai ao mundo.

Assim, não é difícil perceber o fundo batismal deste relato. De fato, no Batismo somos mergulhados nas águas santificadas por Cristo: entramos pecadores e cegos, saímos santificados e enxergando. Tornamo-nos filhos de Deus no seu Filho Jesus.

Peçamos ao Senhor que nunca nos deixe sozinhos, para que não nos tornemos cegos novamente. E desejemos que nossa genuína catolicidade se manifeste ao mundo por meio de uma vida santa, humilde, fraterna e desprendida dos bens materiais.

Pe. Max Celestino Sales de Almeida
Pároco